sábado, 31 de julho de 2010

Trabalhar

Eu às vezes fico a pensar
Em outra vida ou lugar
Estou cansado demais

Eu não tenho tempo de ter
O tempo livre de ser
De nada ter que fazer

É quando eu me encontro perdido
Nas coisas que eu criei
E eu não sei

Eu não vejo além da fumaça
O amor e as coisas livres, coloridas
Nada poluídas

Ah, Eu acordo prá trabalhar
Eu durmo prá trabalhar
Eu corro prá trabalhar

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Viagem

Alguma invenção
Que faça o tempo parar esta tarde

Quando se for o sol
Que a luz desse dia nunca acabe

Esteja sempre perto, sempre longe dos covardes

O errado e o certo, pra ter raiva e ter piedade
Arcos de toda cor vão escrever teu nome
Na paisagem
Te levo pela mão

E o viajar já é mais que a viagem

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Sorte

Eu conheço uma pessoa que ganhou na Mega-sena. Acumulada!!

Mas, sei lá por qual razão, abriu mão do prêmio.

A sorte tem dessas coisas, aparece para quem não sabe aproveitar.

A vida e seus paradoxos. Milhares de pessoas amam ela (a sua maneira), mas ela ama aquela única pessoa que a ignora. Todos cantam o seu amor em versos e prosas, e ela espera mais uma canção de um imbecil cego. Muitos estão prontos para amá-la, mas ela espera somente por aquele que não a quer.

Não sei se um dia tive esta mesma chance. Se tive foi numa época que não podia aproveitar, dada a diferença de idade. A sorte tem dessas coisas, aparece na hora que não se pode aproveitar. O meu sentimento continua o mesmo, apesar da distancia do espaço e do tempo, da ausencia, da indiferença, etc.

Ela, a mais perfeita das opalas. Eu e minha mania de fazer comparações. Antigamente a chamava de Moranguinho, pois lembro dela muito tímida e quando dizia que um dia casaria com ela, o rubor nas sua face contrastando com suas sardas lembrava a personagem. Que ela se tornaria esta mulher única, não tinha dúvidas.
Perfeita, acredito que não seja, pois assim como a pedra, apesar de preciosa tem algumas irregularidades, o que a torna mais especial.

sábado, 26 de junho de 2010

Mormaço

Está lá ao deus dará
Na costa da Paraíba
Na barcaça em Propriá
E a ferrugem nessa trilha
Não circula nem o ar
No mormaço da miséria
Quem luta pra respirar
Sabe que essa briga é séria
Dá um laço e lança o sal
Passa ao largo em João Pessoa
Tece a vida por um fio
Desce ao rio e fica à toa
Dentro ou distante do mar
Num país tão continente
Tanta história pra contar
Nas quais se conta o que se sente
De onde foge, pr’onde vai
Nesta vertigem de cores
O que falta e o que é demais
Quais seus mais ricos sabores
Dá um laço e lança o sal
Passa ao largo em João Pessoa
Tece a vida por um fio
Desce ao rio e fica à toa
Por ti tento acender
Outra luz em nossa casa
Lembro que sempre sonhei
Viver de amor e palavra

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Vampiro

Apesar de estarem na moda, estes filmes de vampiro não me atrae a atenção. Porém ontem, no metrô a caminho da faculdade, estranhamente (ou coincidentemente?) muitos pescoços femininos ficaram expostos a minha visão (manja quando a mulher joga o cabelo pro lado e inclina a cabeça??) e confesso que despertou os meus instintos vampirescos.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Definições

Pesadelo - é um sonho penoso com sensação de opressão torácica e dispnéia, terminando por um despertar sobressaltado ou agitado e com ansiedade.
É uma perturbação qualitativa do sono (parasónia), na maior parte das vezes de origem psicoafectiva, embora não seja de excluir a sua etiologia comicial.

Do - Preposição "de" + artigo "o"

Cotidiano - significa aquilo que é habitual ao ser humano, ou seja, está presente na vivência do dia-a-dia.
Cotidiano também pode indicar o tempo no qual se dá a vivência de um ser humano; também pode indicar a relação espaço-temporal na qual se dá essa vivência.

A grande diferença da realidade e do pesadelo, é que do pesadelo você acorda.

Fonte:
Wikipédia

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Erro

Eu quis dizer
Você não quis escutar
Agora não peça
Não me faça promessas...

Eu não quero te ver
Nem quero acreditar
Que vai ser diferente
Que tudo mudou...

Você diz não saber
O que houve de errado
E o meu erro foi crer
Que estar ao seu lado
Bastaria!
Ah! Meu Deus!
Era tudo o que eu queria
Eu dizia o seu nome
Não me abandone...

Mesmo querendo
Eu não vou me enganar
Eu conheço os seus passos
Eu vejo os seus erros
Não há nada de novo
Ainda somos iguais
Então não me chame
Não olhe prá trás...